
O horror do demónio dos três "C" pode resumir-se aos efeitos que o casamento, a coabitação e as crianças tem na relação sexual de qualquer casal... Os meus 24 anos felizmente ainda me distanciam desta realidade, mas afinal conseguirá alguma relação sexual satisfatória resistir a este três agente de erosão erótica?
Ouço falar, ao longe, de casais que conseguiram gerir este "demónio" e alguns deles até afirmam mesmo conseguir tirar partido dele, mas seremos nós, comuns mortais, capazes de fazê-lo também?
Assusta-me o compromisso do casamento, talvez por ser filha de pais divorciados e ter assistido a alguns episódios menos felizes... só a simples palavra chega para me causar arrepios!!
A coabitação parece-me interessante nos primeiros tempos e se não chegar a pensar em todas as obrigações daí resultantes. Veem-me as lágrimas aos olhos quando penso em cozinhar todos os dias, manter uma casa habitável, perder o meu espaço e a minha disponibilidade para fazer o que quero a que horas quero!
E os filhos? Esses seres amorosos que não nos permitem ter a vida sexual espalhada por toda a casa... que nos impõe horas para tudo e nos obrigam a uma "agenda sexual" nem sempre de acordo com as exigências do corpo...
Conseguirei algum dia ter a inteligência suficiente para ser uma "priveligiada" apta a ultrapassar todos estes pequenos contratempos e construir um verdadeiro "nós" no real sentido da palavra?
3 comentários:
É possível sim senhor! Eu consegui conciliaar esses tres demonios...
bjs
O que marca mesmo a diferença são os filhos e as correspondentes obrigações. É preciso coragem e abdicar mesmo de muita coisa e os horarios são os deles. Vais-te habituar a viver em função deles, mas vale o esforço. No meu caso tenho um filhote e chega, a experiência e memo muito boa mas não quero repetir.
Difícil conciliar tudo, verdade, mas até se consegue, com mais ou menos dificuldade...
E não podemos ou devemos gerir a nossa vida em função do que assistimos nos casamentos dos nossos pais... As pessoas são diferentes, cada uma tem o seu universo e fantasmas próprios, quando estes últimos existem claro; por sorte ou saber, por acaso, não os tenho...
Abracinho :)
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